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Café da manhã como negócio

A refeição que abre o dia pode também abrir novas fontes de receita. E o FOLGA traz para o debate quem já provou que funciona

 

Uma reportagem recente da Prazeres da Mesa jogou luz sobre algo que muitos empresários do setor ainda subestimam: o café da manhã pode ser muito mais do que o primeiro serviço do dia. Para os estabelecimentos que souberam enxergá-lo como estratégia, ele se tornou uma das principais alavancas de faturamento e fidelização de clientes.

A lógica é direta. Quem experimenta um bom café da manhã num bar ou restaurante tende a voltar para o almoço, o jantar e a indicar o lugar. O horário da manhã, nesse sentido, é também uma ferramenta de marketing, e das mais orgânicas.

No Rio de Janeiro, o terreno é especialmente fértil. A cultura de tomar café fora de casa já está enraizada em regiões de grande circulação, e o avanço do trabalho híbrido aprofundou essa tendência: o carioca passou a buscar conveniência e qualidade logo cedo, e os estabelecimentos que souberam responder a essa demanda saíram na frente.

Quem já vive isso na prática

Não faltam exemplos cariocas de quem transformou o horário da manhã em diferencial competitivo. O Café do Alto, comandado por Kiko Dantas, é um deles: fundado em 2003, o café da manhã nordestino sempre foi o coração do negócio, prova de que consistência e identidade são ativos tão valiosos quanto qualquer novidade de cardápio. O So_Lo, de Fernando Kaplan, e o Musa, de Rachel Apollonio, seguem caminhos próprios, mas com uma premissa comum: a manhã tem protagonismo, e o resultado aparece na conta.

O Musa, que começou com um quiosque em São Conrado, já ganhou três filiais: Ipanema, Gávea e Barra da Tijuca com cardápio que lista desde expresso, flat white e macchiato até smoothies e pratos ideais para brunch como avocado toast e panqueca de banana. “O crescimento do Musa mostra o quão receptivo são os cariocas à cultura do brunch”, acredita Apollonio.

O SO_Lo Café foi um desdobramento da padaria interna criada pelo Venga! para se abastecer de pães de fermentação natural. Lançado à três anos atrás, hoje já são quatro unidades. “Tinha muita vontade de ter um negócio mais diurno”, diz Kaplan. “E as opções no Rio de Janeiro para um café da manhã ou um brunch mais sofisticado eram poucas”.

São justamente esses três empresários que vão dividir a mesma mesa no FOLGA 2026 + MESA AO VIVO RIO, no dia 17 de junho, às 14h35, no painel “Bons negócios pela manhã”, com mediação do jornalista Daniel Salles. A conversa promete sair do plano das tendências e ir direto ao que importa para quem está na operação: como montar, precificar, treinar equipe e manter a qualidade todos os dias nesse horário que cobra consistência acima de tudo.

Nada substitui ouvir de quem faz. E é exatamente isso que o evento vai oferecer.

O FOLGA 2026 + Mesa ao Vivo Rio acontece nos dias 16 e 17 de junho, na Marina da Glória. Associados SindRio têm acesso gratuito (até três ingressos por CNPJ, por dia). Para não associados, o ingresso individual custa R$ 250 e o pacote para os dois dias sai por R$ 400.


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