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Café de Origem RJ

A valorização do terroir fluminense na xícara do seu negócio 

O Brasil é o maior produtor de café do mundo. No entanto, pouca gente sabe da excelência do café especial produzido no Estado do Rio de Janeiro. Com 266 anos de história cafeeira, o Rio de Janeiro já foi responsável por 75% do café consumido no planeta na década de 1860. Hoje, a produção estadual foca na qualidade e na valorização da agricultura familiar. 

Para mudar o cenário e conectar produtores a bares e restaurantes, o Instituto Bazzar lançará o movimento Café de Origem RJ. A iniciativa acontecerá de 24 a 26 de julho, em nove restaurantes da Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema. O evento oferece uma carta de cafés especiais, proporcionando ao público a chance de conhecer a bebida produzida na região. 

O Noroeste Fluminense: um novo polo de qualidade 

O movimento foca no Alto Noroeste Fluminense, região que concentra mais de 80% da produção estadual. Segundo dados da Emater-Rio, há 2.674 produtores na área. Destes, apenas 42 famílias se dedicam exclusivamente ao café especial. 

Café Manduca, Café Marteline e Café Pelegrini. Crédito: Zô Guimarães

A colheita é predominantemente manual devido ao terreno acidentado. Este fator, somado a práticas sustentáveis, resulta em grãos premiados. O Instituto Bazzar selecionou três produtores que exemplificam essa qualidade superior: 

Produtor  Propriedade  Notas Sensoriais 
Marcos Fernando Pelegrini  Sítio Arataca (Varre-Sai)  Frutado, floral, chocolate e malte 
Ênio Marteline  Fazenda São Mamede (Porciúncula)  Frutas vermelhas, mel, caramelo, baunilha e avelã 
Alexandre Fernandes  Fazenda Cachoeira (Porciúncula)  Chocolate, castanhas, avelã e caramelo 

Os cafés Marteline e Manduca possuem perfis mais doces. São opções mais fáceis para quem ainda não está habituado aos cafés especiais, sendo mais próximos da referência geral do público em geral, e ainda com qualidade ímpar. Já o Pelegrini passa por uma leve fermentação, resultando em notas mais ousadas. 

Oportunidade de negócio para o foodservice carioca 

A mensagem do Instituto Bazzar é objetiva e direcionada à gestão de bares e restaurantes: o consumidor está cada vez mais exigente. De acordo com uma pesquisa do Google, em 2050, metade da população mundial viajará internacionalmente. A gastronomia já representa um terço da motivação do viajante e 40% da economia mundial do turismo. 

Além disso, o café está entre os três produtos mais citados por estrangeiros quando se referem à gastronomia brasileira. Um restaurante na Zona Sul que atende 100 pessoas por dia, por exemplo, pode vender cerca de 1.500 xícaras de café por mês. Raramente, essas xícaras contêm grãos do estado. 

A adoção de insumos locais vai além da narrativa. O segmento de cafés especiais cresce 15% ao ano no Brasil. Ao investir em cafés de origem fluminense, os estabelecimentos agregam valor ao cardápio. Eles oferecem uma experiência única ao turista e fortalecem a economia local. 

O projeto foi apresentado para diversos players dos setores de hospitalidade, gastronomia e turismo no dia 16 de julho na sede do Instituto Bazzar. Com nomes como Daniela Maia, Secretária Municipal de Turismo do Rio de Janeiro, empresários como Marcelo Torres (Grupo Best Fork), Gustavo Gill (Grupo Trëma), Rafa Brito Pereira (The Slow Bakery e Lazy), Martina D´Avila (Sonimage | Rio Coffee Nation) e Breno Furtado (Porco Alado Charcutaria).

“Como a maior parte da produção cafeeira do estado está localizada no Noroeste Fluminense, divulgar essa região é incentivar ainda mais o café de qualidade que vem sendo cultivado ali”, afirma Felipe Bonato, torrefador e consultor de cafés especiais. 

Cristiana Beltrão, fundadora do Instituto Bazzar, reforça a importância do movimento.  

“Um dos desafios para mudar a visão equivocada a respeito do café especial do Rio de Janeiro é passar a enxergar o estado como fonte de uma rica produção que o próprio fluminense desconhece. O café é uma das nossas forças para o turismo gastronômico”, explica Beltrão. 

Para garantir o sucesso da iniciativa, o evento conta com capacitação para as equipes dos estabelecimentos. A ação é uma realização do Instituto Bazzar com apoio da Associação dos Lojistas e Polo Turístico da Garcia d’Ávila. 

“Apoiar o Café de Origem RJ é uma forma concreta de conectar nossa gastronomia à riqueza da produção brasileira. Quando a rua Garcia d’Ávila abraça esse tipo de iniciativa, o benefício vai além das nossas calçadas”, conclui Ricky Stern, presidente do Polo Garcia D’Ávila. 

O Rio de Janeiro tem a história, o terroir e os produtores premiados. É hora de atualizar a carta de cafés e abrir as portas para as novas gerações da agricultura familiar fluminense. 

Guilherme Fonseca – Prefeito de Porciuncula, Daniela Maia – Secretária Municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Paula Simonsen – Hotel Emiliano e Barnabe Simon – chef do Emile

Café de Origem RJ na Garcia d’Ávila 

O evento tem como objetivo juntar produtores, restaurantes e clientes em torno da cultura do café especial local. Para isso, entre os dias 24 e 26 de julho, uma carta de cafés especiais produzidos no estado será oferecida em nove restaurantes da Rua Garcia d’Ávila, em Ipanema, proporcionando ao público a possibilidade de experimentar, e se apaixonar, pela bebida produzida na região fluminense.  

Para essa primeira edição do evento, foram selecionados grãos produzidos no Noroeste Fluminense, região para onde a equipe do Instituto Bazzar fez expedições ao longo de um ano, com o propósito de conhecer os produtores e acompanhar todas as etapas de obtenção dos cafés especiais. Estarão disponíveis para o público os cafés Marteline (Fazenda São Mamede), Manduca (Fazenda Cachoeira) e Pelegrini (Sítio Arataca).   

Verônica Menezes – Café Pelegrini, Enio Marteline – Café Martelini, Cristiana Beltrão – Instituto Bazzar e Alexandre Manduca – Café Manduca

 

Referências 

[1] Conexão Safra. “Com cafés especiais, Rio de Janeiro quer resgatar história”. Revista A Lavoura. Disponível em: https://conexaosafra.com/cafes-especiais/com-cafes-especiais-rio-janeiro-quer-resgatar-historia/[2] Assessoria de Imprensa Instituto Bazzar. Material fornecido em 16 de julho de 2026.
[3] Agência Sebrae. “Região Noroeste é o novo polo de cafés especiais do Estado do Rio de Janeiro”. ASN RJ. Disponível em:https://rj.agenciasebrae.com.br/cultura-empreendedora/regiao-noroeste-e-o-novo-polo-de-cafes-especiais-do-estado-do-rio-de-janeiro-2/ [4] Veja Rio. “De próprio punho, por Cris Beltrão (Instituto Bazzar): ‘Beba café do Rio!'”. Abril. Disponível em: https://vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/de-proprio-punho-por-cris-beltrao-instituto-bazzar-beba-cafe-do-rio/ 

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