O Sindicado de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) recebeu, nesta terça-feira (18), a oficina culinária do chef Frédéric Monnier como parte da programação do projeto Gosto da Amazônia. O chef francês promoveu um intercâmbio franco-brasileiro ao explorar técnicas clássicas francesas e ingredientes da flora nacional.

As técnicas francesas foram usadas no preparo do peixe pirarucu que foi selado na frigideira com manteiga e finalizado no forno, já o molho feito à base de vinho branco, cebola, manteiga e açafrão-da-terra. Do lado brasileiro o acompanhamento foi feito com taioba preparada em duas versões: refogada e em pesto.

Monnier é idealizador do projeto “Alimentando Cidadãos do Futuro” dentro do Lycée francês Molière, conduzido pelo SEBRAE, que entrou como parceiro da agricultura orgânica familiar de produtores do estado do Rio. “Sempre acreditei que é possível fazer a diferença. O projeto fez com que fosse possível cultivar e usar alimentos saudáveis e orgânicos, e ainda construir um futuro melhor ao envolver as crianças da escola nessas atividades”, comenta o chef que é embaixador do Senac desde 2011.

Desenvolvido a partir da necessidade de conquistar novos mercados e um número maior de consumidores para o produto, o Gosto da Amazônia é fruto de uma parceria entre as instituições responsáveis pelo manejo do pirarucu, o Instituto Maniva, cuja missão é promover a melhoria da qualidade alimentar da sociedade, valorizando o modelo de produção familiar e sustentável, e o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), que representa institucionalmente mais de 11.000 estabelecimentos na cidade e está sempre em busca de novidades e melhorias para o setor.

Teresa Corção, presidente do Instituto Maniva e uma das responsáveis pelo Projeto Gosto da Amazônia no Rio de Janeiro, falou sobre a importância do projeto. “É importante conscientizar o máximo possível de pessoas sobre essa causa e esse projeto, pois ele traz um produto de qualidade, sustentável e de comércio justo”, explicou.

A empresária Ana Beloti comentou: “É fundamental apoiar iniciativas como essa que possibilitam o comércio e dão destaque para esse peixe que é símbolo nacional. O fato de que ele estava praticamente desaparecendo e agora voltou a habitar os rios é prova de que a o projeto funciona”, diz.

Na primeira etapa do projeto, 15 chefs da cidade testaram e aprovaram o pirarucu de manejo, e após a realização das oficinas no SindRio estão previstas mais três inciativas para estimular o consumo do produto no Rio: nove chefs viajarão para a Amazônia e conhecerão de perto a pesca do pirarucu e seus impactos sociais e econômicos nas comunidades que participam do manejo; em agosto, um quiosque especializado em receitas de pirarucu de manejo e uma barraca na feira de produtores com produtos amazônicos marcarão presença dentro do maior evento de Gastronomia do país, o Rio Gastronomia; e de 20 de setembro a 06 de outubro será realizado o Festival Gosto da Amazônia no CADEG, com restaurantes servindo pratos especiais preparados com pirarucu e lojas do mercado vendendo produtos da Amazônia.