Comercialização na capital paulista conta com três opções para consumidores

O pirarucu selvagem de manejo acaba de chegar a São Paulo. O peixe vem direto das comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia para o mercado paulistano, obedecendo aos critérios de pesca estabelecidos pelo Ibama, juntamente com outros órgãos de pesquisa que monitoram a atividade na Floresta. A alimentação do pescado é toda natural, assim como o seu crescimento, nos rios, lagos e várzeas da Amazônia. O produto final é símbolo de uma atividade sustentável e nos moldes da economia solidária, dentro do arranjo comercial do pirarucu, coordenado pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc). 

A venda para bares, hotéis e restaurantes em São Paulo teve início no dia 20 de Julho, através da Biobá. As encomendas podem ser feitas pelo telefone: (61) 98441-4535 ou e-mail: bioba@bioba.com.br. Já a partir do dia 28 de Julho, o consumidor final  poderá comprar o produto em diversos pontos de venda de São Paulo, entre eles o Instituto Chão, localizado na Rua Harmonia, 123, Vila Madalena, e o Instituto Feira Livre, na Rua Major Sertório, 229, Vila Buarque.

 

Para a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), coordenadora do arranjo comercial do pirarucu de manejo ao lado de 11 comunidades indígenas e ribeirinhas, a chegada em São Paulo representa uma grande oportunidade de mercado e aprendizado.

 

“Considerando todo o trajeto que o pirarucu Gosto da Amazônia faz para chegar a São Paulo, desde a saída da comunidade, que está a sete dias de viagem a barco de Manaus, até o processamento e armazenamento do peixe, é um grande feito e uma imensa oportunidade. 90% do nosso produto são comercializados no Amazonas, mas no ano passado demos um passo para o Rio de Janeiro e agora alcançamos São Paulo. Estamos ainda dando a oportunidade para o consumidor consciente ajudar na conservação da Floresta Amazônica e também  remunerar de forma digna as famílias que fazem a proteção daquele ecossistema”, destaca Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes.

 

Para dar as boas vindas a quem vive na capital paulista, o Gosto da Amazônia marcou presença no Happening Virtual da Prazeres da Mesa, que celebrou os 17 anos da revista. Quem participou da live, no dia 21 de Julho, conheceu um pouco da história da marca e do manejo sustentável do pirarucu. A ideia é que o peixe esteja presente em outros festivais da revista ao longo dos próximos meses.

 

Como explica Luis Carrazza, Coordenador Executivo da Biobá, o trabalho nesta fase inicial visa sensibilizar cozinheiros, chefs, donos de bares e restaurantes em São Paulo para a importância do consumo do pirarucu de manejo sustentável.

 

“O propósito da Biobá é conectar o campo com a cidade, fazendo a ponte entre os pequenos produtores ecológicos e os comerciantes. O potencial do pirarucu de manejo sustentável é enorme, pois além do sabor, cumpre uma série de requisitos valorizados pelo consumidor consciente, como a origem na agricultura familiar, o envolvimento com as comunidades locais, sem exploração social, e o respeito ao meio ambiente”, esclarece Luis.

 

Já nos Institutos Chão e Feira Livre, associações sem fins lucrativos que trabalham com produtos orgânicos e da economia solidária, os consumidores finais poderão adquirir a barriga (conhecida no Amazonas como ventrecha) e o lombo do pirarucu, cortes do peixe muito saborosos e versáteis, que possibilitam diversas formas de preparo.

 

Onde encontrar:

 

São Paulo

 

Biobá – Hotéis, bares e restaurantes. Telefone: (61) 98441-4535 ou e-mail: bioba@bioba.com.br.

 

Instituto Chão – Consumidor final. Rua Harmonia, 123, Vila Madalena.

 

Instituto Feira Livre – Consumidor final. Rua Major Sertório, 229, Vila Buarque.

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