Publicado em: 06/06/2019

Ainda pouco explorada no Ocidente, a coquetelaria oriental vai muito além do saquê. O Japão é o lar de algumas das bebidas alcoólicas mais interessantes do mundo – saquê tradicional, shochu – um destilado feito a partir de cevada, batata doce ou arroz –, uísque, cerveja, vinho de ameixa e coquetéis japoneses que estão ganhando reconhecimento e prêmios mundiais. Bares e restaurantes do Rio de São Paulo enxergaram na riqueza cultural e de sabores dessa coquetelaria uma forma de se destacar e criar novas tendências para o setor.

Ingredientes como vinho coreano, kimchi e shoyu passaram a fazer parte das receitas de drinques servidos em bares e restaurantes badalados. Esses coquetéis têm como característica uma atenção especial às cores, guarnições e construção de sabores ao fazer uso de ingredientes como ameixa, chá de jasmim, pepino, wasabi e licor de melão que são utilizados em receitas que variam de martinis a hot drinks.

O Mica, em São Paulo, lista sugestões que ostentam coquetéis como Kinpirá e Rakkyo. O primeiro leva vinho coreano, gim, óleo de gergelim e uma conserva feita com cenoura e bardana, uma raiz asiática. O segundo drinque é preparado com vinho coreano de ameixa, jerez, rum e Campari. Tudo isso decorado com cebolinha.

Já o Mr. Lam, no Rio de Janeiro, serve drinques com inclinação oriental como Mr Mule, que une bourbon, sour mix, chá de Jasmin, xarope de gengibre e espuma de Yuzu. Já o Naga, em  Itaim, São Paulo,  oferece o Wasabi Sour feito com gim, saquê, calda de wasabi, limão tahiti e espuma de gengibre.

O restaurante Komah, também na capital paulista, apostou na culinária coreana e, por consequência, a mesma linha na carta de drinques. A releitura do Bloody Mary, por exemplo, leva o nome de Kimchi Mary. A pimenta, item obrigatório da receita, é substituída pelo kimchi e o molho inglês dá lugar ao shoyu. A vodca permanece na receita e a decoração na borda do copo é feita com um condimento seco japonês, o furikake.